Nunca é tarde
- Cecilia Saro
- 19 de mar. de 2024
- 2 min de leitura
Ano passado no final do ano resolvi deixar de lado tudo que me causava receio de fazer arte, ou pelo menos me empoderar dela. Ou pelo menos venho tentando. O primeiro passo foi admitir que meu trabalho é plural e segue em evolução, o segundo foi que eu queria expor meus trabalhos autorais, aí veio o convite de um querido amigo o artista plástico Igor Villa para eu me juntar a ele na sua primeira exposição do ano e bem, topei.
Há anos tenho essa vontade de dar mais um passo em direção a minha produção autoral, da minha pesquisa mas minha cabeça dava um nó só de pensar e logo quando pensava, já listava um monte de empecilhos. A tal da tão conhecida e muitas vezes infalível síndrome da impostora atacava novamente e eu o que? Desistia. Até que a saúde deu uma reclamada (tudo resolvido agora) e o clichê: a vida é agora, se apoderou de mim. Resolvi criar minha primeira campanha de financiamento coletivo para poder apoiar minha primeira exposição.
Lancei a campanha e foi um sucesso. Nem acreditei. Isso me impulsionou para criar, afinal agora não tinha mais volta e eu tinha que entregar uma exposição para os 60 apoiadores da campanha e suas recompensas. Correria, até porque vida de artista autônomo é um corre infinito. Dia da exposição chegou! E eu estava feliz. Não estava me importando se iam gostar das minha obras, eu já estava muito feliz de ter chegado até ali, finalmente tinha dado esse passo e estava muito orgulhosa do que havia levado para expor.
É tão importante valorizar e enxergar as nossas conquistas, por mais pequenas que pareçam dentro do grande processo que é a vida. Importante reconhecer a jornada e celebrá-la quando a ocasião pede. Eu muitas vezes esqueço, mas dessa vez não. Celebrei cada etapa, e é sobre isso que resolvi escrever... que nunca é tarde para CELEBRAR nossas conquistas.
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